Passei as últimas duas semanas com o Galaxy S26 Ultra como meu celular principal — trabalho, fotos, viagem e tudo mais. Foram 2.143 fotos e 38 testes de bancada. Este é o review completo.
Câmera: o novo padrão do Android
A principal de 200 MP entrega o melhor HDR que já medimos: 14,2 pontos de alcance dinâmico. Em contraluz forte, onde rivais estouram o céu ou escurecem o primeiro plano, o S26 Ultra segura os dois. O zoom óptico de 5x é utilizável até à noite, sem aquele efeito “aquarela” típico de zoom digital.
Tela e desempenho: sobra para tudo
O AMOLED de 6,9 polegadas chega a 3.100 nits de pico — legível até sob sol direto. O Snapdragon 8 Elite Gen 2 marcou 3.412 pontos no Geekbench 6 e não engasgou em nada: jogos pesados, edição de vídeo 4K e multitarefa.
Bateria: dois dias sem ansiedade
Foram 21h04 de tela no nosso teste padronizado. Na prática: tirei da tomada segunda de manhã e só recarreguei na noite de terça, com 18% restantes. O ponto fraco é a recarga: 45 W levam 68 minutos de 0 a 100% — rivais chineses fazem isso na metade do tempo.
O problema: o preço
R$ 8.499 é R$ 1,5 mil a mais que o Pixel 10 Pro, que entrega foto quase tão boa e software melhor. Você paga o prêmio pela melhor câmera do mercado e pela caneta S Pen. Para muita gente, a conta não fecha — e tudo bem admitir isso.
Para quem é
Para quem fotografa muito e quer o melhor Android sem concessões. Para os demais, o Pixel 10 Pro é a compra racional. Nota final: 9,2.
